Formação

 

Brincar na Aprendizagem e Docência Criativa

       por Bárbara Besot, Ilana Barbalho e Noemi Oliva

 

 

Fotos

      

 

 

Esses foram os temas apresentados durante duas semanas na reunião de formação semanal na EEI-UFRJ organizada pelas professoras Barbara Bersot (G5), Ilana Barbalho (G5), Mauricéia Godoi (G4) e Noemi Oliva (G3), convidadas após compartilhar no grupo de pesquisa da EEI-UFRJ sua participação no curso de extensão “Conversa com Educadores: O brincar como forma de lidar com a não aprendizagem” organizado pela profª Maria Vitória Campos Mamede Maia, professora associada FE/UFRJ - PPGE/UFRJ e coordenadora do grupo Criar e Brincar: o Lúdico no processo de ensino aprendizagem. Ministrado pela doutoranda Silvia Coimbra, o curso foi composto pelos módulos “Os meus alunos? Eles são agressivos e não aprendem. O que fazer?”; “Jogar e brincar. É possível na agressividade?” e “Docência Criativa”.

 

 

Na primeira semana a formação teve como tema Brincar na aprendizagem e a questão utilizada como disparador foi “Por que as crianças brincam?” do texto de Winnicott. As professoras trouxeram várias citações, porém uma delas resume bem esse momento: “A criança brinca, para expressar agressão, adquirir experiência, controlar ansiedades, estabelecer contatos sociais como integração da personalidade e por prazer.” Winnicott. As professoras trouxeram como atividade lúdica um jogo de mímica, para que as professoras e funcionários participantes pudessem se integrar, soltar a imaginação, a criatividade e aprender brincando.

 

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Destacamos a importância dessa formação, pois o brincar faz parte do eixo norteador da nossa escola e foi possível compartilhar a importância do prazer e da potência que o brincar traz, ampliando as experiências físicas e emocionais.

 

O segundo encontro teve como tema Docência Criativa e a questão disparadora foi “Para você, o que é uma educação criativa?”. A partir dela as professoras formadoras fizeram uma dinâmica na qual os participantes tiveram que responder a pergunta utilizando apenas palavras ou frases de revistas e no final compartilhar suas respostas. Também trouxeram uma tela de Van Gogh intitulada Primeiros passos, para que os participantes pudessem falar suas impressões sobre a tela, antes da discussão do tema.

 

Para contextualizar o tema, as professoras fizeram uso do texto “Por uma educação romântica” de Rubem Alves que nos traz a importância do olhar do professor: “Assim, sendo a educação uma coisa romântica (não consigo pensar uma criança sem ternura), eu lhe digo: Professor: trate de prestar atenção no seu olhar. Ele é mais importante que seus planos de aula. O olhar tem o poder para despertar e para intimidar a inteligência. O olhar é um poder bruxo!” Pág. 37.

 

 

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Foi possível realizar uma boa troca em relação ao olhar do professor e sua potência no desenvolvimento das crianças e de como esse olhar pode ser inibidor quando negligenciado.

 

As professoras Bárbara, Ilana, Mauricéia e Noemi reconhecem que a formação continuada é essencial para a aprendizagem, atualização, diálogo, troca de experiências e construção de novos pensamentos. Agradecem em especial a Josiane Barros (Psicóloga da EEI-UFRJ), toda a Coordenação e Direção da EEI-UFRJ pelo incentivo e confiança. 

   

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